ETNIA BRASILEIRA

ETNIA BRASILEIRA

OS ÍNDIOS

As comunidades indígenas ou pré-cabralinas oscilavam entre 3 e 5 milhões de pessoas e se dividiam em três grupos principais:

Os Tupis (Tupis-Guaranis), no litoral;

Os Tapuias (Jês), no Brasil Central;

Os Aruaks (Nuaruaques), na Amazônia.

De uma maneira geral, pode se afirmar que não havia homogeneidade cultural entre os índios, pois existiam muitas diferenças, mas também muitas semelhanças:

- Desconheciam a organização sob a forma de Estado;

- Não possuíam escrita;

- Desconheciam a fundição de metais;

- Eram politeístas;

- Não havia classes sociais e nem propriedade privada;

- A divisão do trabalho era sexual e etária; os homens eram responsáveis pela caça, pesca, coivara e guerra; as mulheres eram responsáveis pela agricultura, pela comida, etc.

- Alguns praticavam a poligamia e outros praticavam a monogamia;

- Alguns praticavam o canibalismo (antropofagia).

OBS. 1- Grande quantidade de índios ficou sob responsabilidade dos jesuítas, que os mantinham em Missões ou Reduções, catequizando-os e promovendo sua aculturação.

          2- A colonização, a escravidão, as guerras e as doenças reduziram rapidamente a população indígena. 

OS BRANCOS

A população de brancos no Período Colonial, apesar de ser reduzida, impôs sua língua, sua religião, sua cultura artística e científica, seu padrão econômico e sua estrutura político-jurídico-administrativa. Era composta, basicamente, por:

Fidalgos e Militares: Ligados à Coroa Portuguesa, tinham preferência na concessão de terras e privilégios.

Sacerdotes: Encarregados da educação e da orientação moral da sociedade colonial. Os jesuítas formavam o grupo principal.

Lavradores, Artífices e Artesãos: Vieram de livre e espontânea vontade para exercer suas atividades e procurar melhorar suas vidas.

Criminosos e Degredados: Elementos que vieram para o Brasil fugindo ao cumprimento de penas em Portugal, ou que foram condenados ao degredo, por crimes políticos, religiosos ou comuns.

OS NEGROS 

A substituição da escravidão indígena pela africana se deveu, principalmente, ao valor do tráfico negreiro, tanto para a burguesia, quanto para o Estado português. Os primeiros escravos negros chegaram ao Brasil com a expedição de Martim Afonso de Sousa e estima-se que, ao longo do período escravagista, o número de africanos que aqui chegaram, oscilou entre 4 e 5 milhões de pessoas e a maioria era de homens jovens. Eles eram trazidos da África em navios negreiros (tumbeiros).

 Os três grupos principais foram:

Sudaneses: Formados, principalmente, por Nagôs, Daomeanos e Tanti-Achanti.

Sudaneses Islamizados (Hausás ou Malês): Compostos, principalmente, por Mandingas e Fulas.

Bantos: Eram originários de Angola, Cabinda, Congo e Moçambique.

A principal forma de reação dos negros contra a escravidão era a fuga e a formação de quilombos (comunidades onde procuravam viver como nas aldeias africanas, falando seus dialetos e praticando sua religião). O principal quilombo foi o de Palmares, que resistiu por quase 100 anos (1590 – 1694) e teve como principais líderes Ganga Zumba e Zumbi, até ser destruído pelo bandeirante Domingos Jorge Velho em 1694. O dia da morte de Zumbi, em 20/11/1695, é celebrado como dia da Consciência Negra.